Dr. Conrad Murray será julgado por homicídio culposo pela morte de Michael Jackson

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Frederick M. Brown/Getty Images
Foi anunciado ontem que Conrad Murray, o médico pessoal Michael Jackson, seja julgado por homicídio culposo. As autoridades apontam que Murray, de 57 anos, deu a Michael Jackson doses letais do poderoso anestésico Propofol, junto com outros sedativos, e que durante o incidente, ele não proporcionou a atenção adequada durante a chamada de emergência. Ou seja, culposo ou não, houve homicídio. Se condenado, o médico poderá pegar até quatro anos de prisão. Os resultados da perícia e da autópsia de Jackson declararam também que a morte do Rei do Pop foi um homicídio, mesmo se o próprio cantor tivesse injetado o Propofol nele mesmo. Christopher Rogers, Chefe do Departamento da Perícia Médica do Condado de Los Angeles, foi interrogado por um advogado do Dr. Murray, já que ele acusou o médico de ter sido o responsável pela morte do cantor, administrando as doses letais do poderoso Propofol. Porém, Conrad Murray se declarou inocente. Seus advogados argumentam que o médico não deu nada a Michael Jackson que poderia causar a sua morte.   Rogers ressaltou que o Propofol não deveria estar no quarto do astro, que só deve ser administrado em ambientes hospitalares, “Se tinha Propofol por lá, o médico já devia estar preparado para as consequências".  Rogers declarou que Jackson tinha o coração forte e que estava saudável. "O cuidado foi pouco. Várias ações deveriam ter sido tomadas". O perita também admitiu que Murray estava usando o Propofol inadequadamente para tratar a insônia do cantor e que o acusado cometeu um erro gravíssimo por medicar Jackson com fortes analgésicos momentos antes de sua morte. Durante a audiência, o detetive Orlando Martínez da Polícia de Los Angeles falou antes de Rogers, e contou que Murray confessou para a polícia que Jackson consumia frequentemente Propofol, inclusive, já usava o medicamento antes de Murray ter se tornado o médico particular de Jackson.