Twitter, medalha de ouro das redes sociais

E! News | Faz 5 anos

 

Twitter; INFphoto.com




Se houvesse uma modalidade olímpica para a rede virtual mais rápida, mais poderosa e mais utilizada, sem dúvida, a medalha de ouro seria para o Twitter. Em jogos tão midiáticos como os de Londres, a popularidade da plataforma cresceu muito, o que por sinal, provocou um colapso.

Foi o que aconteceu, na prova de ciclismo disputada no passado sábado nas ruas de Londres. Pela primeira vez, todos os corredores saíram para na batalha pelo ouro com um GPS que estava enviando a posição exata do grupo de tempo em tempo. No entanto, o dispositivo falhou de forma rápida e jornalistas de todo o mundo ficaram sem essa informação importante. A causa foi a efusividade com que os fãs de ciclismo foram twitando, o que causou uma sobrecarga na rede móvel e, portanto, falha das conexões via satélite. A organização pediu para que os fãs "tomassem os eventos esportivos com mais calma", pelo menos no que se refere à tecnologia.






Em um mundo como o de hoje, proibir a comunicação entre usuários de redes sociais é quase uma utopia. Ainda mais sabendo que, só a cerimônia de abertura gerou um tráfego de 9 milhões de tweets. Em um dia, com este número, foram superados os tweets enviados durante todo o período de Pequim 2008.

No entanto, nem tudo que reluz é ouro. O uso desta plataforma já gerou polêmica entre atletas, comitês e espectadores. Na verdade, mais de um atleta deixou a competição por não manter a boca fechada, ou sua conta no Twitter bem administrada. A saltadora tripla grega Paraskevi Papachristou não chegou nem a competir por conta de um comentário racista que deu a volta ao mundo: "Com tantos africanos na Grécia, os mosquitos do oeste do Nilo podem comer comida caseira pelo menos", escreveu a atleta, que desde então não voltou a postar nada na rede.

O jogador suiço de futebol Michel Morganella, teve que fazer igual a grega e arrumar as malas antes do previsto e abandonar os jogos por má conduta. "Eu vou bater em todos os sul-coreanos! Pequenos retardados mentais", escreveu ele, depois de perder a partida, que jogou contra o time da Ásia.
Como já disse Sebastian Coe, presidente do Comitê Organizador para os Jogos: "O Twitter pode diminuir as opções de medalha." Mas os atletas gostam de utilizar essa ferramenta, e na quarta-feira passada reabriram a polêmica sobre o uso que os atletas devem fazer da plataforma.

A estadunidense Dawn Harper postou em sua conta no Twitter uma foto pessoal onde aparece com um papel cobrindo a boca que dizia: 'Artigo 40', referindo-se a regra que proíbe aos atletas comentarem sobre sua alimentação, fazer upload de vídeos para o YouTube gravados dentro da vila, ou assumir um papel promocional, enfim, uma série de restrições que limitam a liberdade de expressão dos atletas.Sob essas proibições existem razões de segurança, para evitar o que aconteceu por exemplo, com o ídolo do salto ornamental britânico Tom Daley, a quem um jogador de futebol galês enviou uma mensagem homofóbica e que anteriormente também foi repreendido por um jovem que não soube levar muito bem a perda da medalha que aspirava. No entanto, também há razões econômicas em jogo. Suculentos contratos de exclusividade é algo que desejam alguns atletas aspirantes, que podem ganhar um dinheiro extra, se permitirem a divulgação de alguns produtos em suas redes sociais que, dessa forma, passam a alterar a regra controversa.





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