Se Michael Jackson se automedicava com propofol, o Dr. Conrad Murray ainda é o culpado por sua morte?

E! News | Faz 5 anos

 
Sim! Essa foi a resposta dada pelo cardiologista Alon Steinberg durante a sessão de julgamento de ontem, 12, quando perguntado se o Dr. Conrad Muray era culpado pela morte do cantor por ter dado a dose letal de propofol a Michael, já que ele se automedicava. E por mais que pareça uma declaração bastante polêmica, é apenas mais uma de todas que a defesa de Murray já absorveu até agora pela acusação de homicídio involuntário. Não importa: O advogado de defesa, Michael Flanagan, informou à corte que seu campo não planejava mais argumentar que Michael havia ingerido propofol oralmente (provavelmente porque ontem testemunharam que nenhum traço do anestésico foi encontrado na boca do cantor). Perda de licença: Steinberg, que estava no grupo que determinou que o Conselho Médico da Califórnia deveria suspender a licença de Murray por negligencia, testemunhou que Michael Jackson ainda estaria vivo se não fosse por Murray. SAIBA MAIS: Durante o julgamento de Dr. Conrad Murray foi exibida foto de Michael Jackson morto e sem roupa Todos os minutos contam: Apesar da defesa ter alegado que Michael se automedicava, Steinberg teve sua resposta, “Nós não damos a oportunidade de um paciente se auto-administrar. Quando você monitora um paciente, você nunca sai do lado dele, especialmente após dar a ele propofol. É como deixar um bebê em uma bancada de cozinha”. Steinberg ainda afirmou que Murray se desviou de um padrão de cuidados básicos em vários momentos, “É um conhecimento básico na América, mesmo se você não for um profissional da saúde, quando alguém está mal você precisa ligar para a emergência. Todos os minutos contam...”. Regras de ouro: O revisor do Conselho Médico, Dr. Nader Kamangar, especialista em medicina pulmonar crítica e medicina do sono, concordou com Steinberg sobre a atitude de Murray ter sido inaceitável no caso de Michael, “É imperativo para qualquer médico observar o paciente o tempo todo, é o básico da medicina”, disse ele. E também afirmou que não conhece nenhum médico “razoável ou prudente” que medicaria o paciente com propofol em casa. Está errado: Ambos Kamangar e Steinberg afirmaram que o fato de Murray tratar a insônia de Michael com propofol foi além dos limites. “Vai além da compreensão, é perturbador e antiético”, disse Kamangar. É previsto que a acusação encerre o caso hoje, já se passaram 12 dias de julgamento, mas ainda existem assuntos pendentes...