Russell Brand abre seu coração e fala sobre Amy Winehouse: “Ela era um gênio”

E! News | Faz 5 anos

 
Dave Hogan/Getty Images
Russell Brand entende bem os perigos do vício... E hoje ele está de luto pela perda de uma amiga, cujas lutas contra o uso de drogas parece ter sido em vão. O comediante e ator britânico postou um tributo em seu site com o nome “Para Amy”, que foi achada morta no seu apartamento ontem, 24. Ela tinha apenas 27 anos. “Eu conhecia Amy Winehouse há anos”, começou. “Quando nos conhecemos perto do mercado Camden ela era só uma garota em um uma jaqueta rosa passeando pelos bares com alguns amigos em comum, a maioria deles estava em bandas cool de Indie” Mas ele estava prestes a perceber que Amy (ou Winehouse, como ele carinhosamente chamava ela) era quem tinha tudo para ter sucesso. Quando ouviu de um amigo que ela era uma cantora de jazz, Brand assumiu que Amy era algo totalmente “excêntrica”. “Ela era uma garota doce e peculiar, mas, acima de tudo, ela era vulnerável”, disse Russell. “Eu tinha acabado de sair da reabilitação”, contou Brand, “E eu acabei não refletindo sobre o que é óbvio agora: que compartilhávamos a mesma aflição, a doença do vício. Todos os viciados, independente da substância ou do meio social em que vivem, dividem um consistente e óbvio sintoma; eles não estão totalmente presentes quando você fala. Eles se comunicam com você através de um perceptível, mas ignorado, véu”. Brand escreveu que ficou feliz quando ela se tornou “mundialmente famosa”, mas, por incrível que pareça, ele ainda não tinha visto a amiga cantar. Ele não entendia muito bem o que a “cantora de jazz” tinha a oferecer. E foi por acaso que o ator viu a artista cantar pela primeira vez, na Roundhouse. “A sua estranha e delicada voz, uma voz que não parecia vir dela, mas de algum lugar além, ou até mesmo de Billie ou Ella, um fonte de grandeza”, relembrou o ator. “Uma voz que tinha tanto poder e dor que era totalmente humana e, ao mesmo tempo, divina. Meus ouvidos, minha boca, meu coração e minha mente de repente de abriram. Winehouse. Winehouse? Winehouse! Aquela imbecil, toda maquiada… aquela boca que eu tinha visto apenas apertando um cigarro e agora abria um portal sagrado do som. Então eu sabia (...). Ela era um super gênio” Mas logo depois de ganhar o Grammy, começou a sua queda. “Amy passou a ser definida pelo seu vício”, continuou Brand. “A nossa mídia acho que era mais interessante a tragédia do que o talento, então eles pararam de fazer elogios ao seu talento e começaram a falar cronicamente sobre a sua queda”. “Tudo isso, e o modo como ela se comportava quando nos encontrávamos, me fez perceber a gravidade da sua condição”. “Agora Amy Winehouse está morta, assim como muitos outros, cujas mortes, aos 27 anos, estão sendo desnecessariamente lembradas. Se isso era uma tragédia anunciada ou não é irrelevante agora. Nós perdemos uma linda e talentosa mulher para essa doença. Nem todos os viciados têm o incrível talento de Amy. Ou de Kurt, Jimi ou Janis”. “Nem todos nós conhecemos alguém com o talento inacreditável de Amy, mas todos nós conhecemos bêbados e viciados e todos eles precisam de ajuda. Tudo que você tem que fazer é pegar o telefone e fazer a ligação. Ou não. De qualquer jeito, haverá uma ligação”.