Polêmica de censura à Ricky Martin prossegue

E! News | Faz 5 anos

 
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Dois porto-riquenhos, altos hierarcas da igreja católica, atacaram o ídolo Ricky Martin por ter revelado publicamente ser homossexual, no ano passado. O Cardel Luis Aponte Martínez de San Juan pediu ao intérprete de La Bomba para dar um bom exemplo e deixar de anunciar sua opção sexual. Em entrevista ao jornal Primera Hora, Martínez reconheceu que admira os talentos artísticos de Ricky, mas disse que espera que ele trate de dar exemplo aos grandes valores “que todos nós compartilhamos”, que vão além do sexo. A petição do clero tornou-se muito mal para a comunidade gay, que entendeu a entendeu como um chamado de censura e homofobia contra Ricky. “A homofobia dissimulada no manto religioso usa o pretexto de que apóia a liberdade de expressão,” defendeu Pedro Julio Serrano, ativista dos direitos humanos. “A orientação sexual é uma característica inata de uma condição humana que não se pode modificar, não é um comportamento, nem uma doença, nem um sinal de promiscuidade assim como o cardeal Aponte Martínez diz ser”, disse Serrano. Os comentários do religioso tiveram lugar depois do concerto feito por Martin em Porto Rico e logo as fortes críticas realizadas pelo pastor Wanda Rolon, líder de uma igreja ao norte da ilha,  quem titulou o artista de “embaixador do inferno”. Embora ainda não tenha recebido uma resposta direta do cantor, este se pronunciou dizendo que “não é uma moeda de ouro para que todos possam ficar apreciando”.