O negócio dos Jogos Olímpicos: Da euforia a depressão

E! News | Faz 5 anos

 

Matthew Childs/Action Images/ZUMAPRESS.com




Todos ao leste! Essa parece ser a máxima que estão seguindo os londrinos durante toda essa maratona dos Jogos Olímpicos. Ou pelo menos aqueles que não deixaram a cidade e optaram por permanecer apesar dos avisos recebidos nos últimos meses, apontando para um maciço colapso do centro de Londres.
As praças e avenidas do 'West End' estão diferentes do habitual, já que as intermináveis filas e multidões humanas que a caracterizam deram lugar para uma avenida excessivamente tranquila e calma. Essa é a imagem que os jornais estão publicando nos últimos dias, embora certamente não seja aplicável para os finais de semana sempre animados na cidade.

Mas a tendência predominante é a do êxodo para o leste, que deixou de ser uma área que evitavam os circuitos turísticos antes da remodelação Olímpica, para se tornar um multicultural e atrativo símbolo da modernidade de Londres. Na verdade, esta área é a única onde foi notado o tão esperado "impacto econômico" da chegada dos Jogos, sobretudo no imponente Centro Comercial Westfield, onde se concentram a maior parte de turistas, fãs de esportes e, claro, atletas.

Esta situação contrasta claramente com a do centro de Westminster, uma área turística por excelência onde estão concentrados lugares para entretenimento, compras e os monumentos mais importantes da capital. Por lá o otimismo pela chegada das Olimpíadas já passo, principalmente por parte de quem esperava extrair um enorme ganho financeiro, para levantar denúncias públicas e pedidos de ajuda para o município e o governo.







Os comerciantes achavam que com a agitação olímpica os clientes e, consequentemente o caixa, aumentariam. Mas nada poderia estar mais longe da verdade.
Os taxistas, por exemplo, se queixam de que seus rendimentos caíram entre 20 e 40%, o pior número desde a recessão dos anos 90. Quem também confirma estes dados é Bernard Donoghue, diretor da associação dos monumentos mais visitados da cidade, que confirmou esta semana ao jornal The Guardian que as visitas tinham "caído um pouco", considerando um número entre 30 a 35% .
Os hotéis alegam a mesma coisa, desde quando aumentaram seu preço por conta do espírito olímpico. Das 300 libras que, em média, pediam os hotéis por uma noite, agora é possível pagar 146.

Alguns resultados não coincidem com as previsões feitas, pelo fato de que muitos londrinos estão evitando o centro da cidade e trabalhando em casa. Neste sentido, cerca de 30% das empresas modificaram seus horários e seus funcionários estão trabalhando de casa, como o banco HSBC e a seguradora Lloyd's.
Com tudo isso, a situação tornou-se bipolar e passou da euforia à depressão. Enquanto ainda restam vários dias e todo o período Paraolímpico pela frente, só o tempo vai dizer se foi a especulação desproporcional que fez com que os turistas fugissem do centro da cidade ou simplesmente foi a previsão de uma recessão econômica que ameaça agravar-se.