O julgamento de Conrad Murray: cinco coisas que a TV não está mostrando

E! News | Faz 5 años

 
Al Seib-Pool/Getty Images
Já contamos que o E! está transmitindo o julgamento do médico pessoal de Michael Jackson, Conrad Murray, e também contamos o que já aconteceu até o segundo dia do julgamento – que está previsto para durar cinco semanas. E como o repórter do E!, Ken Baker, recebeu autorização para cobrir o julgamento por homicídio involuntário, ele soube de tudo que está acontecendo fora das câmeras de transmissão. E aqui está uma lista de cinco coisas que não apareceram na TV... 1 A família Jackson tem tratamento VIP: a partir do momento que os familiares de Michael chegam até o tribunal em seus carros pretos, os policiais oferecem proteção para o clã. Ninguém pode entrar na sala do tribunal até que a família esteja acomodada na segunda fileira. E quando o recesso é chamado, os oficiais de justiça permitem que os Jacksons saiam antes do resto ser liberado. Eles também têm intervalos de 90 minutos para almoçar, e comem em uma sala privada. A família Jackson está sentada próxima ao júri, o que proporciona a eles uma visão direta para os jurados. E o advogado de defesa criminal, Troy Slaten, afirmou que é provável que a intenção da família seja justamente causar impacto sobre o veredicto, “Parte do propósito de estarem lá, tenho certeza, é lembrar os jurados que seu ente querido morreu nas mãos do médico. E imagino que eles tenham bastante esperança de influenciar o júri”. 2 Os advogado do Dr. Murray parecem desorganizados enquanto a promotoria é bem organizada: O advogado de Murray, Ed Chernoff, trabalha em uma mesa cheia de papéis rabiscados e notas espalhadas em um bloco amarelo, e continuamente folheia as páginas aleatoriamente e dá a impressão de não achar nada. Já a promotoria está armada com slides, gravações de áudio e imagens dos ensaios da turnê de This is It, ambos promotores trabalham com notas muito bem organizadas e interrogaram as testemunhas de forma metódica. SAIBA MAIS: Saiba tudo que está acontecendo no julgamento de Conrad Murray, o médico de Michael Jackson 3 Murray exala um carisma descontraído: apesar de ser indiciado pelo homicídio involuntário de Michael, ele caminha pela corte com muita calma, parecendo mais um candidato a presidência do que um médico que está em seu próprio julgamento. 4 O tribunal é uma zona de extrema segurança:  Diferente dos outros andares do prédio, o nono andar, onde acontece o julgamento de Murray, exige que todos passem por detectores de metais e passem os pertences pelo raio-X. Os oficiais de justiça também não permitem que as pessoas entrem usando roupas que homenageiem Michael, eles inclusive forçaram uma fã a tirar uma luva prateada com brilhos antes de deixa-la entrar na corte. 5 O juiz parece especialmente irritado com a defesa: em vários momentos, enquanto decidia sobre as objeções, o juiz Michael Pastor foi bem agressivo com Chernoff. Além dos fatos contados por Ken Baker, algumas notícias sobre o dia da morte de Michael estão sendo divulgadas conforme o julgamento avança. Uma nova notícia é que os filhos de Michael estavam presentes enquanto tentavam ressuscitar o cantor. Ontem, 28, o segurança do cantor, Faheem Muhammad, depôs e deu a sua versão do dia da morte de Michael, ele contou que primeiro chegou ao quarto do cantor e encontrou o médico administrando a dose do remédio. Ele descreveu a cena em que olhou para o corpo dele dizendo, “Seus olhos estavam abertos e sua boca estava levemente aberta. Ele parecia estar morto, eu fiquei em choque”. E ele não foi o único a ver o que aconteceu, os filhos do cantor, Paris, 13, e Prince Michael, 14, estavam esperando angustiados fora do quarto. “Paris estava sentada no chão chorando e Prince estava parado a seu lado. Ele tinha uma aparência de choque, de que iria começar a chorar a qualquer momento”, disse ele. Paris inclusive estava presente quando o Dr. Murray tentava reanima-lo. E quando perguntado se Michael parecia morto ele repondeu que sim. Faheem então imediatamente levou os dois para o andar de baixo para “um local seguro onde eles não pudessem ver o que estava acontecendo”. Ele ainda contou que Alberto Álvares, outro membro da equipe de segurança, ficou para ajudar o Dr. Murray a fazer a reanimação cardiorrespiratória. O resgate então chegou ao local, e mais tarde Michael foi declarado morto no hospital. Ontem também foram ouvidos o assistente pessoal de Michael, Amir Williams, e o produtor da turnê, Paul Gongwear, que afirmou que o cantou parecia bem durante os ensaios no dia anterior a sua morte.