Novas gerações do futebol brasileiro e mexicano fazem graduação em Londres

E! News | Faz 5 anos

 

EFE



As duas equipes da América do Sul vão jogar no próximo sábado no lendário Estádio de Wembley, uma histórica final de futebol que irá acabar com décadas de seca em termos de triunfos olímpicos, além de consagrar uma série de jovens jogadores que marcarão o futuro de duas grandes nações do futebol. Londres é o cenário onde começa a cobrança por uma boa atuação de algumas figuras de alto perfil, como o Neymar e Leandro, ou os irmãos Dos Santos e Marco Fabián do lado asteca.

No entanto, o México e Brasil lutam pelo ouro a partir de perspectivas diferentes. Desde o início da competição, a postura de Mano Menezes tem demonstrado uma ambição quase obsessiva pela vitória, e qualquer resultado que não envolva a vitória final no torneio será considerado um relativo fracasso.






As expectativas geradas pela nova geração de estrelas do ‘Canarinho' nesta competição olímpica são muito altas, já que o novo time carrega a grande esperança que o Brasil tem de voltar a ocupar uma posição dominante no mundo do futebol após o fracasso da Copa do Mundo em 2010 e da Copa América no ano passado. No entanto, a alta pressão recebida pelos seus compatriotas é compensada pela jovem equipe de grandes talentos, otimismo e, acima de tudo, preparação mental.
"A experiência tem nos ajudado a trazer a vitória em um jogo difícil. Suportamos muito bem a pressão, sabemos sofrer sem perder a concentração e demonstramos maturidade'', enfatizou Neymar após a retumbante vitória por 3 a 0 sobre a Coréia do Sul.

Por outro lado, a atmosfera que prevalece no âmbito da delegação mexicana para a final no sábado, já é caracterizada pela alegria desenfreada. O país norte-americano está sendo testemunha de uma notável colheita de medalhas em Londres, sendo três pratas e dois bronzes e o fato de que seu time de futebol garantiu o primeiro metal de sua história, oito anos após sua última participação olímpica contribuindo para superestimar a façanha. No futebol, o México também sonha com que o sucesso já alcançado pela seleção de categorias inferiores, dois campeonatos mundiais sub-17 tenham continuidade no caminho que se abre após os Jogos de Londres.

"México já é uma potência futebolística, pelo menos em níveis mais baixos. Nestes jogos impactamos todo o mundo com o nosso futebol. Precisamos aproveitar esse potencial para continuar mantendo essa linha e obter grandes resultados no futuro", disse o veterano zagueiro Hector Reynoso, capitão de Chivas, depois de saber que o México passou para a final do torneio.