Kate Moss confessa que sofreu por anos pelo fim de seu romance com Johnny Depp

E! News | Faz 5 anos

 

Mert Alas & Marcus Piggott/Vanity Fair



Modelo é a capa de dezembro da Vanity Fair






Sofrer por amor e ter dificuldades com as pressões do dia a dia não são apenas coisas dos meros mortais, Kate Moss também já passou por isso. Em entrevista à revista Vanity Fair, da qual é a capa da edição de dezembro, a modelo revelou que sofreu anos e anos pelo fim de seu curto, porém intenso, romance com Johnny Depp, falou sobre os colapsos emocionais sofridos por causa das dificuldades de sua profissão quando ela ainda estava começando, aos 16 anos, e revelou a verdade por trás de ser um símbolo do "heroin chic".





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"Ninguém nunca realmente foi capaz de tomar conta de mim. Johnny tomou por um tempo", revelou ela sobre seu breve namoro com o ator, "Eu acreditava no que ele dizia. Se eu perguntasse ‘O que eu faço?', ele me diria. E era disso que eu sentia falta quando acabou. Eu realmente perdi alguém em quem eu pudesse confiar. Um pesadelo. Anos e anos chorando. Ah, as lágrimas!".

E, por falar em lágrimas, Moss revelou que se arrependeu de fazer a campanha para a Calvin Klein em 1992, famoso ensaio que ajudou a alavancar sua carreira. "Eu tive um colapso nervoso quando tinha 17 ou 18 anos, quando tive que trabalhar com Marky Mark e Herb Ritts. Não consegui sair da cama por duas semanas, pensei que ia morrer", revelou ela, antes de contar que quase foi induzida a tomar o calmante Valium, que havia sido receitado por um médico, "Mas graças a Deus Francesca Sorrenti disse, ‘Você não vai tomar isso'. Era só ansiedade. Ninguém cuida de você mentalmente. Há uma grande pressão para fazer o que precisa ser feito".

Mas este não foi o único momento de dificuldade no começo da carreira da modelo, que relembrou quão desconfortável estava ao posar nua para o ensaio feito por Corinne Day para a The Face. "Eles diziam ‘se você não fizer, não contrataremos você de novo'. Então eu me trancava no banheiro e chorava, e depois saia e tirava a foto. Aquela foto em que estou correndo na praia – nunca vou esquecer como foi fazê-la, porque eu fiz o cabeleireiro, que era o único homem no set, virar de costas".





Depois de tantas dificuldades, a carreira da modelo logo decolou e ela não demorou a se tornar um símbolo do heroin chic, tendência dos anos 90 que retrava as modelos com peles bem clarinhas e olheiras bem escuras. "Eu nunca nem mesmo usei heroína – não tinha nada a ver comigo mesmo". Entretanto, Moss tem alguns escândalos envolvendo o consumo de drogas em seu currículo, mas a própria garante que ela deixou essa vida para trás. "Eu nem vou mais a boates. Estou bastante tranquila na verdade. Morar em Highgate com meu cachorro, meu marido e minha filha! Eu não sou uma garota-problema".

Durante a entrevista, ela ainda revelou que não é nada talentosa para tirar fotos, a menos que seja como modelo, e que sofreu com isso até no dia de seu casamento com o músico Jamie Hince, que aconteceu em 2011, e teve que pedir conselhos para John Galliano, estilista que criou seu vestido,  para criar uma personagem para as fotos. "Eu estava surtando, obviamente. ‘Você precisa me dar um personagem', e [Galliano] disse, ‘Você tem um segredo – você é a última das rosas inglesas. Se esconda sob o véu. Quando ele levantá-lo, ele verá seu passado libertino".



Mario Testino/VOGUE