ENTREVISTA EXCLUSIVA com Etty Farrell, umas das estrelas de “Married to Rock”

E! News | Faz 6 anos

 
Confira a entrevista excluvisa do E! com Etty Farrell, uma das estrelas da nossa série Married to Rock, e fique ligado nas confissões da loira! E!:              Oi, Etty, eu agradeço por nos dar esta entrevista. Você pode nos contar um pouco mais sobre você? Etty:           O prazer é meu, meu nome é Etty Farrell. Eu sou mulher de um rock star. Eu fui dançarina profissional por muitos anos. E depois comecei a trabalhar no "Jane's Addiction" e foi assim que meu marido e eu nos conhecemos e nos casamos dois anos depois. Temos dois filhos lindos. Eu nasci e fui criada em Hong Kong e me mudei para os Estados Unidos quando tinha 10 anos. Eu adoro fazer compras, comer e beber. Eu não gosto de ir para a cama à noite e não gosto necessariamente de ter de acordar de manhã quando meus filhos estão indo para a escola. Ah, e o Perry (Farrell) queria que eu dissesse para vocês que eu sou uma ótima esposa! E!:              Que maravilha! Parece que, além de ser casada com um rock star, você é a deusa da casa. É a combinação perfeita? Etty:           Ha-ha, dá muito trabalho. Eu sempre pensei que fosse fácil passar de cantor de rock a rock star, não me dei conta de que é um trabalho que consome o tempo inteiro. Para ler a entrevista completa, clique em saiba mais!  seu marido, você tinha ideia do trabalho que daria ser mulher de um rock star, ter um relacionamento consistente com alguém que está sempre viajando, sempre em turnê? Etty:           Nosso relacionamento é ótimo porque nós nos conhecemos na estrada. Eu conheci meu marido quando trabalhava como dançarina profissional na turnê de 97 do  Jane's Addiction. O legal é que nós trabalhávamos juntos e viajávamos juntos. Eu trabalhei com ele durante quase dois anos antes de começarmos a namorar. Então eu vi o trabalho que seria, e posso dizer que estava relativamente preparada para o que me esperava antes de me casar com ele. E!:              Um rock star em turnê certamente estava sempre cercado do burburinho típico das fãs, das groupies. Foi difícil conviver com um parceiro que tinha esse estilo de vida? Etty:           Bom, na verdade, no começo eu era uma dançarina que assistia a tudo de longe, mas quando você é namorada ou mulher, é diferente, o que os outros fazem afeta você. Mas eu tenho de dizer que o Perry é uma pessoa extremamente educada. Ele é muito gentil e também sabe muito bem impor limites. E eu acredito que se o homem, sendo um astro do rock, impõe limites, e garante que as pessoas à sua volta respeitem esses limites, o resultado é bom para todo mundo. E!:              O que foi que a atraiu nele, que fez você namorar um rock star? Etty:           Para ser honesta com você, quando eu comecei a trabalhar no Jane's Addiction, eu não tinha ideia de quem eles eram. É engraçado, porque uns dois ou três anos depois, o Perry era o garoto-propaganda de John Varvatos. Ele estava fazendo uma campanha para John Varvatos e nós mandamos um videoclipe das cenas que eles iam postar no site deles, e eu vi o clipe e pensei que eles deviam incluir uma das músicas dele. Ele concordou e incluiu uma das minhas músicas. Então, eu nunca conheci muito bem  todas as suas músicas, mas estou constantemente descobrindo. Então, o que me atraiu nele não foi necessariamente o fato de que ele era um rock star ou que eu era fã dele. O que me cativou foi a gentileza, a autenticidade, a generosidade dele, ele tem princípios maravilhosos e é um ser humano adorável. E!:              Dizem que há uma maldição de que quando dois membros de uma banda namoram geralmente a banda não dá certo. Pensando nisso, por que você montou uma banda (Satellite Party) com seu marido? Etty:   Isso, na verdade, foi puro acaso. Naquela época, o Jane's Addiction tinha se separado talvez pela terceira ou quarta vez, e o Lollapalooza daquele verão foi cancelado.  O Perry estava trabalhando em suas músicas e eu ficava levando comida e bebidas para o estúdio. Aí ele disse que estava criando uma música e precisava de uma voz feminina. Então nós gravamos e com o tempo ele percebeu que eu tinha muito potencial. Aí nós começamos a trabalhar juntos e não paramos mais, desde 1997. E quando isso aconteceu, em 2003, houve uma evolução natural, e agora nós estamos aqui. Nós morávamos juntos, e eu estava sempre por perto. O trabalho conjunto na música foi um caminho natural. E isso acabou resultando em uma banda. Mas nós nunca nos sentamos um dia e resolvemos criar uma banda. Não foi uma coisa que aconteceu propositadamente. E!:              Você também administrou um evento do qual ele queria participar, como o Lollapalooza. Foi um grande desafio dirigir uma produção desse nível? Etty:   Bom, por sorte eu administrei só a parte do Perry. É um compromisso enorme, e é algo que eu nunca me considerei preparada para fazer. Eu sempre fui a artista, o talento, mas eu me interessei por conhecer mais sobre produção, e descobri que sou organizada, que sou esperta o suficiente para acompanhar a parte comercial da coisa.  E!:      Etty, conte qual é a sensação de ter câmeras seguindo você por toda parte, o tempo todo, dentro e fora de sua casa? Etty:   Bom, de fato, nós ficamos muito em evidência. Quando estamos andando pela rua com uma equipe de 14 pessoas, dois cameramen, equipe de iluminação e de som atrás da gente, não é tão ruim, mas dentro de casa nós estabelecemos alguns limites. Alguns lugares são totalmente proibidos para eles. Então, nós nunca deixamos de nos sentir à vontade. Mas levou umas duas semanas para a gente se acostumar, e olha que somos artistas, habituados a fazer clipes e filmes, programas de TV e tudo o mais. Então, depois de ter a equipe em casa por duas semanas, a gente se acostumou e todos viraram nossos amigos. E!:              Eu sei que você já foi uma Pussycat Doll. Como foi essa época, e houve um motivo específico para você ter deixado o grupo? Etty:   Quer saber? Eu já era do Pussycat Dolls antes de ele ser um grupo musical. Eu fazia parte dele quando ele era um grupo burlesco. E a gente se apresentava uma vez por semana na Viper Room. Eu gostava muito do grupo. Eu adoro o trabalho dele, e já gostava naquela época, porque o grupo existia desde 1993 ou 1994. Eu entrei em 1997. Todo mundo gostava muito da arte do burlesco. Eu sempre achei o burlesco fabuloso para as mulheres, porque permite que a mulher seja sensual e sexual sem ser obscena e vulgar. Torna as mulheres sensuais e sexuais, sem perder a classe. E daí para arrumar outros empregos foi uma evolução natural. Então eu não podia mais ensaiar com as Pussycat Dolls nem conseguia dedicar tanto tempo ao grupo, porque precisava cuidar dos outros trabalhos. E!:              Você prefere a Etty cantora ou a dançarina? Etty:   Nossa! Essa é difícil! Esses dias eu ensaiei com as dançarinas do Jane's Addiction e eu confesso que adoro. Parece que eu fico dez vezes mais leve. Eu sou dançarina, sempre fui e sempre serei. E eu também adoro cantar; para mim é novidade, acho que é uma arte que eu posso continuar a desenvolver e melhorar. Mas na dança eu atingi um certo nível que me deixa mais à vontade como dançarina que como cantora. Eu ainda estou tentando me aperfeiçoar e atingir um nível melhor como cantora. E!:              Voltando ao Pussycat Dolls, o que você acha do grupo de música agora, em comparação com o grupo burlesco? Etty:   Eu tenho muito orgulho das minhas meninas. Todas nós cantamos e atuamos e dançamos. E, para mim, é sempre bom revelar artistas talentosos e ampliar seu campo de atuação. Fico muito feliz por elas e pelo sucesso delas também. E!:              Agora que elas estão procurando novas integrantes, você consideraria voltar para o Pussycat Dolls? Etty:   Ha-ha, você é muito gentil, mas acho que já passei da idade para ser aceita como uma Pussycat Doll. Acho que não aceitam mamães. E!:              Qual o fato mais embaraçoso que aconteceu no palco com você? Etty:   Eu me lembro de um. Anos atrás em uma festa do Grammy, oferecida pela Virgin Records, o Perry estava fazendo um programa, e nessa época as gravadoras eram ricas e podiam gastar muito dinheiro em festas extravagantes. Todos os atores e a nata dos artistas compareciam, e eu era dançarina. E no meio do palco tinha um buraco. Claro que todo mundo ficava nas laterais do palco, mas a minha perna escorregou direto para o buraco até a coxa. Eu tive de ser erguida do buraco diante de Lenny Kravitz, Mark Wahlberg, todas essas celebridades me viram ser erguida. Foi uma vergonha. Ainda bem que não existia celular com câmera naquela época. E!:              Qual foi seu melhor momento como dançarina? Etty:   Puxa, eu confesso que, como dançarina, tive a oportunidade de trabalhar com inúmeros artistas incríveis. O melhor momento foi fazer o Grammy com a Madonna. Ela é uma pessoa que eu admiro muito, e trabalhar com ela… Ela é incrível no palco, e todo mundo pode aprender com ela. O fato de poder trabalhar com ela, ensaiar com ela, esse foi um momento incrível na minha vida. E!:              Voltando ao programa em si, as crianças  tiveram algum problema para se adaptar à equipe de filmagem registrando cada passo delas? Etty:   A cada início de filmagem elas eram meio travessas. Pulavam em frente à câmera, mexiam nos equipamentos, tentavam apagar as luzes. Depois resolviam trocar de roupa várias vezes, até que precisávamos gravar por períodos cada vez mais longos. Mas depois eu acho que elas cansaram um pouco. Aí se recusavam a ser gravadas. Então as crianças foram do amor ao ódio pelas filmagens. Acho que na próxima temporada nós vamos reformular a participação delas no programa. Vamos encontrar um equilíbrio satisfatório. E!:              Há outras mulheres no programa Married to Rock. Você já as conhecia ou veio a conhecê-las no programa? Etty:   A única que eu conhecia antes do programa é a Susan (McKagan). Eu e a Susan nos conhecemos há uns cinco ou seis anos, nas festas do Grammy. E o marido dela fez parte do Jane's Addiction durante uns seis meses. E como nós duas éramos mães, tínhamos mais em comum. Mas eu não conhecia as outras mulheres do programa. E!:              E como é o programa, vocês todas se reúnem ou ficam em casas separadas? Etty:   É, a gente se encontra para almoçar. Cada uma ficou muito envolvida com a vida das outras. A gente se ajuda, se apoia. É interessante porque quatro mulheres juntas sempre dá problema. Nós quatro temos histórias diferentes, temos talentos diferentes, e estamos em situações diferentes na vida. A gente tem atritos, discorda, mas no final eu sinto que criamos uma amizade que suplanta isso tudo. Estamos nos conhecendo da mesma forma que o público está nos conhecendo também. E!:              Quer dizer, onde tem mulheres, tem de ter drama? Etty:   Tem drama, mas não sei se foi necessariamente filmado. Acho que neste programa, diferentemente de outros programas de mulheres, sendo mulher de astro do rock, você pertence a um grupo muito pequeno e a gente sabe muito bem o que está rolando na vida de cada uma, e a gente fica mais forte quando se une. Mas ao longo da série, você vai ver que eu não concordo com tudo o que elas fazem, mas, no fim das contas, eu continuo querendo apoiar e ajudar. E!:              Era difícil, antes de conhecer essas mulheres, estar em uma situação tão singular? Etty:   Independentemente de ser uma coisa de rock and roll, quando você é jogada em um grupo de pessoas que você não conhece, sempre vai haver conflito. Sempre vai ter aquela fase em que a gente vai se conhecendo. Eu acho que ainda estou nessa fase de conhecimento, já que estamos na primeira temporada. Eu posso não concordar com elas em alguns aspectos, mas tenho simpatia por elas. É difícil porque, ao contrário das situações na vida real, você não pode escolher seus amigos.Você é colocada em uma situação e tem de ficar amiga do grupo. E!:              Qual foi a situação mais difícil até agora? Etty:   Como eu cresci na Ásia, eu tenho certos padrões, integridade, ressalvas que algumas dessas mulheres não têm necessariamente. Esse tem sido o maior conflito. Não é que uma ou outra esteja certa ou errada. É que fomos criadas de formas diferentes. E!:              Você acha que ter crescido na cultura asiática traz benefícios para sua família e seus filhos? Etty:   Eu acredito nisso piamente. Eu acho que, como fui criada em Hong Kong até os 10 anos, meus pais são bastante conservadores, mas não excessivamente tradicionais. Eles me passaram valores como honestidade, responsabilidade, respeito ao próximo, amor, e é assim que eu crio meus filhos e oriento a minha família. E!:              Você se considera uma mãe super-rígida? Etty:   Não, não me considero. Para ser bem franca, eu não tenho controle algum sobre os meus filhos. Quer dizer, eu tenho controle, mas não sou controladora. Eu acredito que as crianças, com orientação, devem poder fazer suas escolhas. Nós as colocamos em um mundo onde se fazem escolhas o tempo todo, e elas fazem escolhas melhores para si mesmas. Nós também ensinamos disciplina, mas elas têm a liberdade de se expressar. Por mais que a minha cultura seja asiática, hoje nós somos uma família rock and roll. E no rock and roll não há regras. Meus filhos não têm hora para dormir; eles acordam e tomam sorvete e waffles no café da manhã. E!:              Dizem que você manda na casa, é verdade? Etty:   É interessante, porque se você perguntar ao meu marido, ele vai dizer que eu penso que mando na casa. Ele só me deixa tomar as decisões que me fazem sentir importante. Faz parte da vida de casada. Na verdade, nós somos uma equipe. Eu fico mais na organização das coisas para permitir que ele seja o artista. Ele é mais flexível com as crianças, e alguém tem de ditar as regras. Por trás de todo homem existe uma mulher, e eu acredito totalmente nisso. A primeira temporada de Married to Rock chegou ao fim, mas não se preocupe, iremos transmitir ela de novo. Em breve informaremos nossos horários. Fique ligado!